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O mundo sem Happy Hour - Como o setor do entretenimento está lidando com o coronavírus

  • Foto do escritor: Dan Queirolo
    Dan Queirolo
  • 1 de abr. de 2020
  • 2 min de leitura

Sair para dar aquele rolê com os amigos depois de um dia cansativo de trabalho, ir no Happy Hour da firma, na festa de aniversário do familiar, ir encontrar um crush... tudo parece tão distante, e ainda nem passamos um mês de quarentena no Brasil. Apesar das coisas ainda estarem relativamente leves por aqui - este texto foi escrito em 1 de abril de 2020 - a saudade pela noitada já bate.


Para salvar os humanos amantes de bares, surgiu uma opção interessante chamada "Stay the Fuck Home Bar", que em português ficaria algo como "Fique na p***a da Casa Bar". A ideia foi concebida pelo coletivo de designers e criativos russo, Shishki, e é simples: você escolhe um dos bares virtuais disponível, e entra. Lá terão pessoas desconhecidas, e pode conversar, enquanto toma uma béra, cada um em sua respectiva casa, é claro. Eu encontrei vários russos e outros que não consegui distinguir a língua. Cada um estava com seu copinho de Chopp, Vodka ou seja lá o que tomam na Romênia.


O site é este daqui: https://staythefuckhome.bar/


Mas nem só de bar vive o homem, ou a mulher, ou o transgênero, você me entendeu.



JASON TODD/GETTY IMAGES


Muitos artistas foram pegos desprevenidos (e quem não foi?), e agora se vêem com uma problemão: se não tem gente indo aos clubes, bares e teatros, de onde vou tirar meu dinheiro? Alguns artistas em Nova York, encontraram uma solução.


Nova York tem se tornado um dos epicentros da epidemia no país do Tio Sam, e a galerinha lá está de quarentena, ou seja: nadica de aglomeração. Os artistas se juntaram, e fecharam com um teatro, para transmitir suas apresentações via Twitch (uma plataforma de streaming), vendendo ingressos online. O teatro escolhido foi o Magnettheater.


Dj's, comediantes, performers, atores, drags, músicos, todos podem se beneficiar de iniciativas assim, os proprietários de clube locais também. A questão é: conectar os integrantes da cadeia econômica do setor, e criar um elo que seja benéfico para todos. O vírus pode estar aterrorizando o mundo, mas o espírito inventivo humano não sossega, então, bóra aproveitar de tendências, para não ficar para trás.

 
 
 

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