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O Futuro é... sem escolas, classes e professores

  • Foto do escritor: Dan Queirolo
    Dan Queirolo
  • 2 de mar. de 2020
  • 2 min de leitura

Ao ler este título você deve pensar: ah, mas sempre vão existir professores! Talvez sim, mas será mesmo? As gerações anteriores precisavam de professores para repassar as informações, o conhecimento, de forma didática e sistemática. A novas gerações já não precisam mais disto. Não 100%. Não estou dizendo que devemos abolir a escola ou os professores, mas que isto é uma tendência natural conforme adotamos e usamos novas tecnologias e formatos de conteúdo.


A geração Z - os nascidos a partir de 2000, já tem uma grande afinidade com a forma autodidata de aprendizagem, graças à sua facilidade com as tecnologias. Já na geração Alpha - os nascidos a partir de 2010, o aprendizado acontece naturalmente por meio de plataformas digitais. Youtube, redes sociais, blogs, jogos, tudo isto, tem feito com que as pessoas aprendam numa velocidade surpreendente, sem um sistema, cada um no seu tempo, de acordo com seus interesses, e de forma autodidata e autogerida.



Inteligência artificial, Realidade virtual, Internet 5G, entre outras tecnologias, já estão mudando, e continuarão a mudar drasticamente cada área do conhecimento humano e cada atividade em nosso planeta. A educação não está livre destas transformações.


O futuro é sem professores, pois as pessoas já tem acesso à todo o conhecimento do mundo na palma da mão, em seus celulares, tablets e laptops. Já existem softwares, apps e jogos que ensinam de tudo o que existe. São milhões de vídeos com tutoriais de qualquer coisa que você quiser aprender, de física quântica à artesanato ou massoterapia. A figura do professor como detentor do conhecimento, vai deixar de existir, para dar lugar à figura do tutor, do mentor, daquele que já passou pelo caminho e pode melhor direcionar o aprendiz.


O futuro é sem classes e séries, pois em um mundo no qual todos podem aprender o que querem, em qualquer lugar, em qualquer hora, do jeito que melhor aprendem, não faz mais sentido manter uma estrutura física, com grade curricular, e séries por idade. As pessoas podem se agrupar pontualmente para aprender sobre determinado assunto, e depois desfazer o grupo e entrar em outro, para aprender sobre outro assunto, e por aí vai. Parece um caos, mas isto já vem acontecendo, e o mundo está lidando muito bem com isto. O mercado de trabalho vai exigir pessoas que tenham habilidades específicas, que não são ensinadas em escolas ou universidades em um único curso.


Algumas escolas no mundo, já tem usado metodologias de aprendizado diferentes das usuais, além das tecnologias, nas quais os alunos decidem o que vão aprender, como, quando e onde. Estas mesmas escolas tem facilitadores do conhecimento ao invés de professores, e os alunos contam com eles para pedir direcionamentos de quais são as melhores formas de aprender. Isto não é futuro. Já é presente!


Os professores precisam preparar suas carreiras para estas mudanças, e se adaptar à estes novos modelos, criando soluções para que os aprendizes consigam alcançar seus plenos potenciais.


 
 
 

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